Gestão Empresarial

Vai empreender? Montar um negócio? Conheça seu mais poderoso INIMIGO.

Iran Melo

O Estado como um todo e seus entes agregados, contra o qual não cabe plano “B”.

 

Decidir o que quer fazer, elaborar cenários, criar o plano de negócios, analisar a concorrência, prever as dificuldades, fazer contas e mais contas, independente do segmento onde se deseja atuar, é o que se recomenda para quem decide empreender. Ensinam-se muitas técnicas, fórmulas “mágicas”, cursos, treinamentos… mas, esquecem-se de ensinar como lidar com o mais poderoso inimigo do empreendedor: O Estado.

Errônea e propositalmente, não faltam os fomentadores da discórdia de que Trabalhadores e Empresários são inimigos. Historicamente os sindicatos fazem bem esse papel incutindo na cabeça do Trabalhador como sendo o Empresário aquele que vilipendia seus direitos, engana, trapaceia, explora. A intenção por trás dessa atitude não é ajudar o Trabalhador, mas, sim, garantir a arrecadação através da contribuição sindical obrigatória que manterá “aspones” que nunca deram um dia de trabalho, não conhecem um chão de fábrica e nem sabem como é a dinâmica do dia-a-dia de uma organização séria. Resultado: alega o empregado que trabalha demais, e se não tem trabalho reclama que não se dá oportunidade ou que ganha pouco. Por outro, o Empresário se queixa que o trabalhador que recebe em dia, tem seu plano de saúde e direitos garantidos, não cumpre sua jornada completa, não faz o que lhe é pago para fazer, não assume responsabilidades, usa equipamentos da empresa para trabalhos próprios, inventa doenças pois sabe que está sob a proteção do Estado. A consequência são as batalhas diárias na Justiça do Trabalho onde todos perdem, exceto seu verdadeiro inimigo: O Estado como um todo e seus entes agregados contra o qual não cabe plano “B”.

Com sua sanha arrecadadora, o Estado inviabiliza novos negócios “legais”, estimulando, assim, a informalidade já tão real. Basta enxergar os diversos negócios onde a maquininha de crédito está presente, sem pagamentos de impostos, sem declaração de renda e sem segurança jurídica, tornando invisíveis aqueles que poderiam estar contribuindo para um país com melhor distribuição de renda. Inclusive, ao declarar renda, se assim o Estado permitisse através de tributação justa, teria este empreendedor acesso a crédito e possibilidades de comprar sua casa, seu carro. Vida melhor. Mais trabalho, menos violência, menos drogas, menos vagabundos a tirar dinheiro do trabalhador.

Eu não enxergo um caminho a curto e médio prazo para mudar isso, a não ser através do voto ou aderir a informalidade enquanto for possível. Para aqueles que tem condições e coragem a mudança pode estar no portão de embarque do aeroporto.

Sobre o autor

Iran Melo

Iran Melo

Iran Melo é Administrador de Empresas e MBA em Finanças/Controladoria, Responde pela Controladoria no Grupo Handara. Trajetória profissional construída em empresas como Mendes Júnior S/A, Souza Cruz, Votorantim, Prolane S/A, HandaraJeansWear, MR2 Menswear e Grupo Handara/Bemt (atual). Suas formações e especializações em Coaching, Mentoring e PNL, assim como sua expertise em Auditoria Empresarial conferem a ele as credenciais necessárias para disseminar e compartilhar o conhecimento e as boas práticas de gestão. Sua missão está fundamentada no compromisso em contribuir e inspirar pessoas a reconhecer e desenvolver suas habilidades em benefício de si mesmas e de outros através do amor, compaixão, integridade, ética, sabedoria e ausência de julgamento.

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2 Comentários

  • O que vejo, é mais preocupante, pois os valores da nossa sociedade, que deveriam empreender, hoje vislumbrar melhores oportunidades, fazendo parte do ESTADO.
    Vc não vê quase ninguém falando que quer montar seu próprio negócio.
    Todos querem “prestar um concurso público”, para trabalhar para um ESTADO, que paga muito melhor que a iniciativa privada, que é quem, na verdade, gera a riqueza para o ESTADO pagar os salários públicos…
    Já chegamos em um ponto muito complicado…

    • Muito boa observação Eduardo. Acredito que esse busca pelo emprego público é resultado da desesperança, do descrédito e das incertezas quanto ao futuro. Mas, é, principalmente, desconhecimento da real intenção do Estado que insiste numa política pública de educação onde quem sabe menos, menos questiona. Cria-se, assim, o mundo ideal para este Estado ineficiente, desleal e desonesto.