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Os perigos das relações de amizade no trabalho

Perigos da amizade
Iran Melo

Uma das maiores dificuldades que enfrentam os líderes e gestores, independente do nível hierárquico em que se encontram, é a de separar as relações de amizades do profissionalismo necessário à condução de qualquer negócio, setor ou tarefa. Vivemos mais da metade de nossas vidas no local de trabalho e lá acabamos por construir algumas amizades, estreitar e ampliar relacionamentos como condição para uma boa interação social, uma convivência harmoniosa e também para que o que precisa ser feito o seja sem maiores problemas.

A convivência com seus pares acaba fazendo com que você sinta-se confiante para revelar algumas de suas intimidades e segredos, até aqueles que você jamais deveria sequer cogitar falar nem para a sua mente. Normalmente a sensação do compartilhamento é maravilhosa, funciona como um alívio imediato para a alma e para o corpo. No entanto, sempre há uma possibilidade de um de seus “amigos” vir a usar o que você diz para puxar o seu tapete, ou não. As vezes a pessoa para quem você confidenciou algo é tão “sem noção” que fala as coisas sem nem pensar. Você já agiu assim também em algum momento de sua vida? Eu já.

Muitas vezes as amizades no local de trabalho são o remédio para os dias chatos e enfadonhos, ou aqueles dias em que você está chateado e se sentindo “injustiçado” pelas atitudes ou atos de seus chefes, mas….

Apesar dos benefícios que a boa convivência traz, as relações mais estreitas de amizade podem trazer sérios problemas éticos ou comportamentais, principalmente se um de seus amigos é também o seu chefe. De forma natural e inconsciente você acaba se sentindo um privilegiado, principalmente se seu chefe for o dono ou o principal líder da empresa. E é a partir desse momento que começam a surgir os conflitos entre você e os demais colegas, não importa se no organograma você esteja um nível acima o que ocorre muitos nas PME´s que não o criam, e quando o fazem nem divulgam.

 

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Quando você mantém uma relação muito próxima com o seu chefe imediato, os colegas de trabalho tendem a imaginar que você está tendo um tratamento especial e diferenciado, ou privilégios que eles não têm e a consequência é o surgimento da inveja, porta de entrada para as intrigas e fofocas. As situações mais comuns que levam a essa interpretação por parte dos demais são as idas frequentes a sala dele, as longas conversas diárias que não têm relação com o trabalho, as saídas constantes para almoço ou mesmo as coincidências do acaso, como por exemplo, um encontro casual num shopping center.

Sabemos que nas relações de trabalho há a necessidade da comunicação, seja entre líder e liderado, seja entre colegas. As decisões sobre o que deve ser feito, as correções para que uma determinada tarefa venha a ser finalizada da forma desejada e tudo o mais para o bom andamento do negócio, implicam no estreitamento das relações e do contato. Mas, evitar a distração e a vontade de dar uma “paradinha” para falar de coisas sem importância podem e devem ser evitadas, principalmente se ambiente físico é o mesmo.

Embora muitas pessoas usem o local de trabalho como ponte para a construção de novas amizades fora desse ambiente, seus novos colegas não seus novos melhores amigos só porque você se relaciona diariamente, ou sai para almoçar fora, ou comem juntos na mesma mesa do refeitório da empresa.

Deixo uma pergunta: depois de um ano na empresa, em caso de uma emergência as 03:00hs da manhã a quem você pediria socorro?

Sobre o autor

Iran Melo

Iran Melo

Administrador de Empresas e Palestrante. Expert em Auditoria Empresarial, Comex e Logística Internacional, atua como gestor na MR2 Menswear em em Fortaleza - CE. Suas formações em Coaching, Mentoring e PNL lhe dão as credenciais necessárias para disseminar e compartilhar o conhecimento e as boas práticas de gestão. Sua missão está fundamentada no compromisso em ajudar e inspirar as pessoas a reconhecer e desenvolver suas habilidades em benefício de si mesmas e de outras pessoas através do amor, compaixão, integridade, ética, sabedoria e ausência de julgamento.

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